Rhaliany Pinheiro

Introdução à Genética – Assunto de Ciências da Natureza no Enem

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A Genética, do grego Genesis (geração), é a ciência que estuda a transferência de características hereditárias, ou seja, aquelas que passam dos pais para os filhos. O primeiro a realizar estudos e experimentos sobre o tema foi o monge Gregor Mendel, cujas leis serão relembradas nos próximos textos para entendimento de alguns conceitos importantes do assunto.

As moléculas de DNA (ácido desoxirribonucleico) formam extensas sequências que são nomeadas cromossomos. Os cromossomos são chamados homólogos quando se correspondem nas células sexuais masculinas e femininas (as gametas).

Os genes formam os cromossomos e são segmentos da molécula de DNA formados por uma sequência de ácidos nucleicos. É importante ressaltar que o DNA é formado por bases nitrogenadas, pentoses e fosfatos, que formam uma dupla hélice. Essas bases nitrogenadas dividem-se em quatro tipos, adenina (A), citosina(C), guanina (G) e timina (T) e, por meio de pontes de hidrogênio, A se liga com T e C com G.

Os genes podem ser divididos em dominantes e recessivos, sendo que dominantes são aqueles que conferem uma determinada característica ao ser e são representados por uma letra maiúscula, enquanto denominamos recessivos os que se manifestam somente quando não há um dominante, representados por uma letra minúscula. Genes alelos ocupam um mesmo locus, ou seja, uma mesma posição, em cromossomos homólogos, ao passo que genoma é definido como um conjunto de genes.

Quando os alelos são iguais, representados por duas maiúsculas ou duas minúsculas (aa, bb, AA, BB), são chamamos homozigotos e, quando são diferentes, representados por uma maiúscula e uma minúscula (Aa, Bb), chamamos heterozigotos ou híbridos.

Cor dos olhos é um tipo de fenótipo (representação física).

Unindo a informação contida nos genes, formamos o genótipo de um indivíduo, ou seja, quando dizemos que um ser é heterozigoto (Aa) em relação a uma determinada característica, falamos sobre o seu genótipo. Já o fenótipo traduz o que é exposto nos genes em características físicas, como cor dos olhos e do cabelo, por exemplo. É importante ressaltar que o ambiente interfere no fenótipo de um ser, mas não no genótipo. Dois indivíduos que possuem um mesmo genótipo para cor da pele, por exemplo, podem ter um fenótipo diferente devido à exposição solar.

São muitos conceitos envolvidos no estudo da genética e todos eles são extremamente importantes para a compreensão do que ocorre em função do nosso código genético

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Sobre a Redação de Respostas de Questões Dissertativas

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O candidato que está estudando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e para vestibulares que têm questões dissertativas deve ter em mente que os processos de leitura e de escrita serão avaliados, nestes vestibulares, em dois momentos: na prova de redação e nas questões dissertativas, já que estas devem ser respondidas dissertativamente, principalmente se pensarmos nas disciplinas de humanas, de linguagens e até nas biológicas, já que as exatas concentram-se em cálculos, fórmulas, expressões etc.

Neste cenário, este candidato deve estar ciente que ele deverá escrever adequadamente, de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa, com coesão, coerência, clareza e objetividade não só na proposta de redação, mas também nas respostas das questões dissertativas. Não basta escrever a resposta certa, tem de escrevê-la da melhor maneira possível.

Começar a resposta retomando a pergunta é um dos modos mais simples e fáceis de escrever uma resposta para uma questão dissertativa. Ao retomar a pergunta, o candidato a transforma em resposta.

Não é adequado iniciar a resposta com um “pois”, algo muito comum entre os candidatos. Outros ainda começam com um “sim” ou “não” mesmo se a questão não pergunta nada, mas afirma alguma coisa. Parece que os candidatos estão tão acostumados com questões formuladas em torno de perguntas que nem percebem que há questões que são organizadas em torno de uma afirmação.

Quando algo assim acontece, o avaliador já nota que este candidato não leu a questão de maneira eficiente e se este primeiro passo não foi dado com eficiência, o segundo, responder a questão, provavelmente não será adequadamente realizado.

Além disso, o candidato deve ser o mais objetivo e específico possível, sem dar respostas circulares que não levam a lugar nenhum, como por exemplo:

O que esta aluna entende como “ruim”, “bom” e “mais ou menos bom”? O que isso quer dizer em termos econômico e cultural? Nada. Além da total falta de acentuação e do não uso das letras maiúsculas, a aluna não foi nem um pouco específica e objetiva e não respondeu, realmente, a questão.

Os candidatos devem se preocupar, igualmente, com a escrita da redação e com a escrita das respostas de questões dissertativas quando estas existem no vestibular, até porque leitura e escrita são processos importantíssimos e fundamentais ao longo de toda a vida.

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MEC Anuncia Fies 2018 Com Novas Regras de Financiamento, Confira

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Durante esta semana o Ministério da Educação (MEC) anunciou o lançamento do novo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies 2018), apresentando uma grande reformulação no programa e confirmando a oferta de pelo menos 310 mil vagas para o ano que vem.

Conforme a coletiva à imprensa concedida no Palácio do Planalto, em Brasília, a principal novidade será uma modalidade específica a juros zero (Fies 1), ou seja, sem cobrança de juros pelo empréstimo do financiamento. Confira mais detalhes desta e das outras variantes do Fies.

Fies 1

Esta categoria é destinada exclusivamente a estudantes pertencentes a família com renda mensal máxima de 3 salários mínimos por pessoa. A oferta será de 100 mil novos contratos em 2018 para esta categoria, sendo que o risco do financiamento será divido entre o governo e as instituições com vagas abertas.

Com relação a quitação da dívida, o beneficiado pagará prestações respeitando a sua capacidade de renda com parcelas que comprometam, no máximo, 10% de sua renda mensal.

De acordo com o MEC, nesta modalidade irá economizar cerca de 300 milhões de reais por ano somente com taxas operacionais bancárias.

Fies 2

Nesta segunda opção serão oferecidas 150 mil vagas, direcionadas para instituições e alunos localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O crivo da renda familiar vai para 5 salários mínimos per capta e haverá cobrança de “juros baixos”, mas com porcentagem não informada. O risco de crédito será dos bancos.

Fies 3

Assim como o Fies 2, nessa divisão do programa poderão se candidatar alunos com renda renda familiar per capita mensal de até 5 salários mínimos e haverá cobrança de juros. Os recursos serão fornecidos pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – e pelos fundos regionais de desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já estão confirmadas 60 mil vagas, com possibilidade de acréscimo de mais 20 mil caso o governo consiga uma nova linha de financiamento.

Novo Fies Deve Ser Financeiramente Sustentável

Segundo a assessoria de comunicação social do MEC, as mudanças apresentadas para 2018 foram discutidas por um ano, com a finalidade de deixar o fundo “sustentável, permanente, com planejamento”, conforme declarou o ministro Mendonça Filho:

O programa, a partir de 2018, será baseado em governança, gestão, sustentabilidade, transparência e mais oportunidades para os estudantes.

A Medida Provisória (MP) que formaliza e regulamente o novo Fies será enviada para o Congresso para aprovação. Para mais informações, veja a apresentação do MEC aqui.

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Aberto Período Para Cadastro na Lista de Espera do Prouni 2017/2

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Os candidatos que participaram do processo seletivo do Prouni 2017/2 – Programa Universidade Para Todos – e não foram aprovados nas chamadas regulares já podem se cadastrar na lista de espera.

Além dos não classificados, podem participar da lista os inscritos pré-selecionados na primeira ou segunda opção de curso porém reprovados por não formação de turma. Nesta última condição o estudante poderá se inscrever na lista referente exclusivamente a opção de curso para a qual foi convocado e não se formou turma.

O prazo teve início hoje e segue até o final da próxima segunda-feira, dia 10 de julho. O procedimento para manifestação de interesse em integrar a lista é simples e deve ser feito pela internet, no site do Prouni (siteprouni.mec.gov.br). Ao fazer o login no sistema com o número de inscrição e senha do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016), o estudante deverá clicar no botão que confirma a inscrição na lista.

Conforme o calendário da seleção do Prouni, a relação dos candidatos participantes da lista de espera será divulgada em 13 de julho. Posteriormente, após o final desta etapa, os alunos cadastrados deverão comparecer na instituição de ensino superior de oferta da bolsa entre os dias 17 e 18 de julho para entrega da documentação exigida (consulte aqui) para concessão do benefício.

A lista será usada pelas instituições de ensino na convocação de candidatos para preenchimento de bolsas remanescentes. Vale esclarecer que a classificação dos estudantes nesta fase é realizada por curso e turno, segundo as notas obtidas nas provas do Enem 2016.

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Membros do Inep Visitam Universidades Portuguesas Que Usam Enem

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Nesta semana membros do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável por organizar e aplicar o Enem, foram visitar algumas das 24 universidades portuguesas que usam o exame como forma de ingresso de brasileiros.

De acordo com a assessoria de comunicação social do instituto, a missão começou na segunda-feira (03) na primeira instituição de ensino superior a aderir o Enem e uma das mais tradicionais de Portugal e toda a Europa, a Universidade de Coimbra (UC). Utilizando as notas do exame desde 2014 (veja mais detalhes), a UC conta hoje com mais de 500 alunos brasileiros.

No encontro o vice-reitor da instituição, Joaquim Ramos de Carvalho, recebeu os representantes do Inep e apresentou o modelo de ingresso da UC que aproveita o desempenho do exame nacional: é preciso ter alcançado a nota média mínima de 600 pontos nas provas, sendo que a classificação final se dá por meio de um escalonamento que leva em consideração as notas das áreas específicas ao curso escolhido.

A Universidade pretende aprofundar a parceria com a finalidade de compreender melhor o exame, incluindo as matrizes curriculares abordadas, a metodologia de correção e atribuição de notas que usa o modelo da Teoria de Resposta ao Item (TRI) e ainda toda a logística de aplicação.

Ainda conforme noticiado pelo Inep, a missão prosseguiu por toda a semana com visitas ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que fica na universidade do município, ao Ministério da Educação de Portugal, ao Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) e por fim a Universidade Lusófona (ULHT).

Mudanças na Legislação Portuguesa Permitiram os Acordos

A parceria entre as instituições portuguesas e o Inep nos chamados acordos interinstitucionais só foi possível a partir de março de 2014, quando a legislação que rege o assunto no país foi alterada por meio de Decreto, dando autonomia para que universidades e institutos escolham a forma de ingresso de alunos estrangeiros.

De lá para cá a lista de instituições de Portugal que usam o Enem só cresceu e hoje conta com universidades e institutos politécnicos. Clique aqui para conferir a relação completa, bem como a data de adesão ao exame de cada uma delas.

Fonte: InfoEnem

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Ele “entretia’’ as crianças? Cuidado com os derivados do TER!

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O eu lírico da música Pole Dance, da Ana Carolina, usa seus talentos para entreter o público:

(…) Ela rebola, rebola, rebola
Ela quer dólar, quer dólar, quer dólar

Sabe entreter
Tem troco pra cem
Bota pra ferver
Não troca o nome de ninguém(…)

(https://www.vagalume.com.br/ana-carolina/pole-dance.html )

Mas, se esse talento fosse coisa do passado, como ficaria o verbo entreter? Ele seria conjugado como o cantor português B Fachada empregou nesta canção:

(…)Noutro tempo noutra configuração
Eu dedicava-me ao róque só tocava distorção
Entretinha as raparigas com letras de pressão(…)
(https://www.vagalume.com.br/b-fachada/sozinho-no-roque.html )

Em tempo, atentemos para a questão da variação linguística. Em terras lusitanas houve o aportuguesamento do gênero musical que aqui grafamos como no original: rock.

Assim, a dançarina de PoleDance diria que ela entretinha o público! Sim, desse jeito mesmo… o termo ‘entretia’, algumas vezes ouvido/lido por aí, não segue a norma culta.

O verbo entreter deve ser conjugado como o ter. Veja na tabela abaixo, no presente e nos pretéritos (perfeito e imperfeito) do indicativo, como ficam as conjugações:

Eu entretenho entretive entretinha
Tu entreténs entretiveste entretinhas
Ele entretém entreteve entretinha
Nós entretemos entretivemos entretínhamos
Vós entretendes entretivestes entretínheis
Eles entretêm entretiveram entretinham

É importante observar também a questão da acentuação. No presente as formas de 3ª pessoa só se diferenciam por causa do acento: no singular empregamos acento agudo e no plural, acento circunflexo. Apesar dessa diferença gráfica, a pronúncia não se altera.

Além dessas peculiaridades, também precisamos de cuidado com a grafia do substantivo abstrato relacionado ao verbo. Para o ato de entreter, temos dois substantivos: entretenimento, do castelhano “entretenimiento”, e entretimento, de uso mais raro.

Os verbos conter, deter e manter também se conjugam como o verbo ter e requerem o mesmo cuidado para não ocorrerem deslizes.

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Redação no ENEM: A Importância da Letra Legível

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A cada dia que passa, escrevemos menos à mão e digitamos mais; com a popularização dos smartphones e dos aplicativos de mensagens de textos, passamos o dia digitando, às vezes arrastando os dedos pela tela e não mais clicando nas letras, sem prestar muita atenção na ortografia e na acentuação, já que o corretor automático do celular corrige, quando não substitui as palavras que queremos escrever.

Nasci no final da década de 1980 e, na escola, já nos anos 90, tive os famosos – hoje não tão famoso assim – cadernos de caligrafia. Nunca fui muito fã deles, confesso; quando peguei catapora então… Minha professora me fez preencher páginas e páginas das aulas de caligrafia que perdi nos quase dez dias de molho em casa. Nessa ocasião, detestei meu caderno de caligrafia e aquelas linhas apertadas; alcançar as linhas de cima e de baixo, escrever com calma, sem pressa, prestando muita atenção.

No cursinho, meu professor de Produção de Texto chamou a minha atenção para o meu “a” e o meu “o”, pois eles se pareciam muito e isso, segundo ele, poderia me prejudicar quando o corretor fosse ler minhas respostas de questões discursivas ou uma redação, inclusive no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), já que eu prestei as edições 2004 e 2005. Lá fui eu, de novo, prestar atenção à minha letra.

Minha mãe acha minha letra infantil, colegas de trabalho pensam que ela é “didática”; uma vez ou outra um aluno pergunta o que escrevi na lousa. Na faculdade, como todos os trabalhos eram entregues digitados e poucos professores aplicavam provas, ninguém nunca me falou algo a respeito da minha letra.

Porém, nada como o tempo e como estar do outro lado, o lado negro da força de ser professor e justamente professor de redação. Hoje vejo a importância do aluno, no Ensino Fundamental I, escrever em um caderno de caligrafia e de ter pais e professores atentos à sua coordenação motora fina, até porque letra ilegível pode ser sinal de problemas.

A cada dia que passa, mais alunos entregam redações e provas com respostas escritas com letras ilegíveis. Não me refiro à letras “bonitas” ou “feias”, pois senso estético varia de pessoa para pessoa e uma letra considerada “feia” pode ser totalmente legível; refiro-me àquelas letras que temos de nos esforçar para ler, como mostra o exemplo a seguir:

O professor, ao tentar ler a resposta do aluno, até infere o que este quis escrever, pois ele sabe o gabarito da prova que elaborou, mas o correto é o aluno escrever com letra legível. Caso eu fosse dissertar sobre a melhor resposta possível, retomando a pergunta, obviamente iniciando com letra maiúscula, pontuando, acentuando dentre outras coisas, daria mais um texto.

Esta professora, apesar de, depois de muito pensar, entender que o aluno respondeu assertivamente a questão, a considerou errada, pois este esforço não é condizente. Ela perguntou minha opinião e eu respondi que se este aluno tivesse escrito assim em um vestibular, no qual o corretor corrige centenas de questões discursivas diariamente durante a correção, as chances de ele ter esta questão considerada errada seriam enormes, pois o corretor não tem tempo de tentar entender o que o candidato escreveu.

Muitos alunos escrevem com letra ilegível por pressa ou até preguiça, pois a maioria faz tudo correndo para acabar logo, numa ansiedade tamanha! Porém, letra ilegível também pode ser sinal de um transtorno de aprendizagem denominado “disgrafia“, que afeta a capacidade de a pessoa escrever ou simplesmente copiar letras e números. Segundo neurologistas, a criança já nasce com disgrafia, mas, obviamente, é apenas na idade escolar que ela será notada, após o processo de alfabetização, nos ensinos Fundamental II ou Médio.

Letras irregulares, palavras que “flutuam” nas linhas, o jovem que não consegue escrever sem linhas, em um papel liso ou que não consegue obedecer as margens do caderno, escrita lenta são alguns sinais ligados à disgrafia, que deve ser tratada por uma equipe multidisciplinar (fonoaudiólogos, psicopedagogos, terapeutas etc) que esteja em contato com a escola.

Deste modo, toda atenção à letra é fundamental ao longo de toda a trajetória escolar da criança e do adolescente. Caso você, candidato do ENEM ou de outro vestibular, ache necessário, procure um especialista e, para todos, calma e atenção na hora de escrever, pois, infelizmente, o corretor da prova não pensará duas vezes antes de pular a palavra não compreendida, prejudicando sua nota na redação ou nas questões discursivas. É como eu digo: ele não ligará para você perguntando o que você escreveu.

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Encceja Substitui Enem na Certificação Ensino Médio e Será em Outubro

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No final do mês passado o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), divulgou o calendário oficial do Encceja – Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos, que a partir de 2017 substituirá o Enem na certificação do ensino médio.

Conforme informações do instituto, haverá quatro aplicações da avaliação, sendo que a principal delas, aberta ao público geral (maiores de 18 anos atrasados nos estudos) ocorrerá em 8 de outubro, um domingo, em 564 locais distribuídos por todo o país. As inscrições estarão abertas no prazo entre 7 e 18 de agosto.

Quanto as outras três aplicações, serão destinadas a cidadãos brasileiros residentes no exterior, a privados de liberdade (PPL) e por fim a privados de liberade residentes fora do país. Cada edição terá Edital e calendário próprios, conforme descrevemos a seguir.

  • Encceja Nacional PPL: inscrições de 21 de agosto a 1º de setembro, com provas em 24 e 25 de outubro;
  • Encceja Exterior: inscrições abertas, até 17 de julho (disponíveis aqui), com aplicação em 10 de setembro nos Estados Unidos (Boston e New York), Bélgica (Bruxelas), Guiana Francesa (Caiena), Portugal (Lisboa), Suíça (Genebra), Espanha (Madri), Reino Unido (Londres), França (Paris), Japão (Nagóia, Hamamatsu e Ota) e Holanda (Amsterdã);
  • Encceja Exterior PPL: inscrições até 17 de julho (mesmo link anterior), com realização de 11 a 22 de setembro na Guiana Francesa (Caiena) e Japão (Tóquio).

Saiba Mais Sobre o Exame

Público Alvo

Podem realizar o Encceja pessoas entre 15 e 18 anos para certificação do Ensino Fundamental, enquanto os candidatos que já atingiram a maioridade poderão fazer o exame para conquistar o diploma do ensino médio.

Estrutura das Provas

A avaliação conta com 120 questões objetivas com quatro alternativas cada, sendo 30 para cada uma das quatro grandes áreas (são as mesmas do Enem para certificação do ensino médio e mudam para o ensino fundamental). Vale esclarecer ainda que, de forma semelhante ao Enem, há uma Matriz de Referência composta por 30 habilidades em cada uma das áreas.

Instituições Certificadoras

No caso da obtenção do desempenho mínimo obrigatório para a certificação, a emissão e entrega do diploma será responsabilidade das instituições certificadoras, que normalmente correspondem as Secretarias Estaduais de Educação ou unidades educacionais que firmaram Termo de Adesão com o Inep.

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Afinal, Como funciona a Teoria de Resposta ao Item (TRI) ?

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Dando continuidade a nossa série de artigos sobre as estratégias de preparação para o Enem 2017, a assunto desta publicação tem como foco a incompreendida Teoria de Resposta ao Item (TRI). Afinal, entender como ela funciona, de fato, é fundamental para traçarmos uma estratégia realmente eficiente para o exame nacional.

Antes de continuarmos, vale ressaltar que este é o segundo artigo da nossa série chamada Estratégias para o Enem 2017, composta por três textos, que são:

  1. Conheça o Modelo de prova do Enem 2017
  2. Como funciona a Teoria de Resposta ao Item (TRI)
  3. Estratégia de Controle do Tempo para o Enem 2017

Caso tenha perdido nosso primeiro artigo, clique aqui para vê-lo na íntegra.

Então, vamos ao assunto de hoje!

O que é Teoria de Resposta ao Item (TRI)

Diferentemente das formas de correções tradicionais, nas quais apenas o total dos acertos é levado em conta, a Teoria de Resposta ao Item (TRI) releva também as habilidades exigidas do aluno e o nível de dificuldade de cada teste.

Dessa forma, a TRI, utilizando funções e modelos matemáticos complexos, consegue estimar a probabilidade de cada participante responder acertadamente a determinada questão. Em outras palavras, por mais incrível que pareça, ela consegue identificar prováveis “chutes” de uma forma bastante precisa.

No caso do Enem, o modelo utilizado foi desenvolvido em 1968 pelo matemático Birbaum. Nele, são avaliados três parâmetros:

  1. poder de discriminação, que diz respeito às habilidades dos alunos.
  2. a dificuldade de cada item (questão).
  3. a probabilidade de acerto ao acaso, popularmente chamado de “chute”.

Como a TRI Consegue Descriminar um Chute?

Antes de tudo, é importante ressaltar que todas as questões da prova são previamente testadas, com a finalidade de conhecer a dificuldade de cada uma delas. Com os dados coletados e com o modelo matemático de Birbaum, são construídas as curvas características de cada questão. Veja abaixo um exemplo desse dessa curva (gráfico 1):

No exemplo acima, o suposto candidato A, que tem uma proficiência estimada de 650, teria aproximadamente 90% de chance de acertar a referida questão.

Mas Como a TRI Define a Proficiência de Cada Candidato?

Através do padrão de resposta de cada participante. Por exemplo, imagine uma prova com cinco questões com os seguintes enunciados:

  • Questão 1 (Proficiência 300): Identifique, entre as figuras abaixo, qual delas é um cilindro.
  • Questão 2 (Proficiência 400): Assinale a alternativa que representa corretamente a fórmula para calcular o volume de um cilindro.
  • Questão 3 (Proficiência 500): Calcule o volume de combustível do cilindro ao lado.
  • Questão 4 (Proficiência 600): O volume de um cilindro é de 60 dm³. Se o raio da base mede o dobro da altura, determine a altura do cilindro.
  • Questão 5 (Proficiência 700): Considere um cilindro de raio r e altura h, cuja capacidade é V. Triplicando-se a altura e dobrando o raio, qual será seu novo volume?

Antes de explicar como o modelo consegue estimar a proficiência de cada participante, vale ressaltar que nos exemplos acima não colocamos as alternativas, pois, neste momento, as mesmas são irrelevantes.

Certamente você percebeu que as questões apresentam dificuldades (Proficiência) diferentes e crescentes. Ou seja, a primeira é a mais fácil de todas e a última a mais difícil. Com isso em mente, considere três alunos (a, b e c) e seus respectivos acertos descritos abaixo:

A – Acertou 1, 2 e 3
B – Acertou 1, 2 e 4
C – Acertou 3, 4 e 5

Note que os três supostos participantes obtiveram três acertos cada. Ou seja, numa prova convencional, todos eles teriam a mesma nota. Entretanto, seja sincero! Qual dos três você gostaria de ter na sua universidade? Antes de responder, vamos analisar o padrão de acertos de cada um.

aluno A teve um padrão de resposta bastante coerente, pois quando se deparou com cinco questões sobre cilindro, ele acertou as três mais fáceis e errou as duas mais difíceis. Já o padrão de resposta do aluno Bdemonstra uma certa incoerência, afinal acertou a questão 4 e errou a questão 3, que é mais fácil. Quando analisamos as respostas do aluno C, a falta de coerência fica bastante evidente, pois das cinco questões sobre o mesmo assunto, ele acertou as três mais difíceis e errou as duas mais fáceis.

Dessa forma, podemos supor que o modelo matemática designará as seguintes proficiência para cada aluno:

Aluno A: 520
Aluno B: 480
Aluno C: 340

Agora voltamos a pergunta: qual deles você gostaria de ter na sua universidade? Tenho certeza que sua preferência será pelo aluno A.

É importante ressaltar que este exemplo é apenas uma simplificação para tentar ilustrar a lógica que o modelo matemático utiliza para classificar a proficiência de cada participante.

Conclusão

Com a curva característica de cada questão e com o padrão de resposta de cada participante, é possível prever a chance de acerto ao acaso de todos participantes em todas as questões! Fantástico, não é?

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Estudando e Compreendendo a Revolução Cubana

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Um dos acontecimentos mais significativos em relação ao confronto entre capitalismo e socialismo na América Latina foi a Revolução Cubana, assunto do artigo de hoje no infoEnem.

Em 1933, a ilha era governada por um ditador chamado Fulgêncio Batista. Através de fraudes eleitorais, ele se manteve no poder até 1959.

Cuba vivia sob forte influência dos Estados Unidos (EUA). As indústrias de açúcar e muitos hotéis eram dominados por grandes empresários norte-americanos, que influenciavam também a política da ilha, apoiando os presidentes pró-Estados Unidos.

No entanto, havia grande desigualdade social, pois a maior parte da população vivia na pobreza, o que gerava intensa insatisfação.

O advogado Fidel Castro Ruiz era o grande opositor do governo. Conseguiu organizar um grupo de guerrilheiros enquanto estava exilado no México.

Em 1957, Fidel e um grupo de cerca de 80 combatentes instalaram-se nas florestas de Sierra Maestra. A princípio a ação se situava no campo da crítica à ditadura que não estava comprometida com os interesses populares.

Os combates com as forças do governo foram intensos e vários guerrilheiros morreram ou foram presos. Fidel Castro e o argentino Ernesto “Che” Guevara não desistiram e, mesmo com um grupo pequeno, continuaram a luta.

Começaram a usar transmissões de rádio para divulgar as ideias revolucionárias e conseguir o apoio da população cubana. Muitos cubanos das cidades e do campo começaram a entrar na guerrilha.

A campanha vitoriosa, em janeiro de 1959, estabeleceu um governo revolucionário que atingiu interesses norte-americanos na ilha. Derrotado, Fulgêncio Batista fugiu e se exilou na República Dominicana.

Um programa de distribuição de terras, nacionalização de empresas dos EUA, de educação ampla e de atendimento das necessidades de saúde da população foi implementado, provocando uma pressão do governo estadunidense sobre o país.

A pressão norte-americana com o estabelecimento de entraves ao comércio cubano traduziu a situação de crise na ilha. Nesse quadro, a proposta socialista pareceu conveniente, pois além de ajudar Cuba economicamente, garantia um respaldo político considerável da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Em 1961, Fidel Castro declarou o caráter socialista da Revolução Cubana, obtendo imediatamente o apoio da URSS.

Até hoje, os ideais revolucionários fazem parte de Cuba, considerado o único país que mantém o socialismo.

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